
SÉRIE ENCONTROS COM JESUS
Jesus Encontra a Dor de uma Família – João 11.1-45
Introdução
Os Evangelhos registram diversos encontros transformadores de Jesus com
pessoas em diferentes circunstâncias. Em Caná da Galileia, Ele esteve presente
em uma celebração (Jo 2.1-11), mas também encontramos Jesus intervindo nos
momentos de maior dor e sofrimento humano. O relato da ressurreição de Lázaro
(Jo 11.1-45) destaca o encontro de Cristo com uma família enlutada, revelando
verdades profundas sobre Sua soberania, amor e propósito diante da dor humana.
I. A Dor Chega a Betânia
1. Betânia: A Casa dos Pobres (Jo 11.1)
O nome “Betânia” significa “casa dos pobres” ou “casa da aflição”, o que simboliza
a realidade da humanidade caída, espiritualmente empobrecida e necessitada da
intervenção divina.
2. O Amigo Doente (Jo 11.3)
Mesmo sendo amado por Jesus, Lázaro adoece. Esse fato nos lembra que o
sofrimento é uma realidade para todos, independentemente de sua proximidade
com Deus.
3. O Amigo Morto (Jo 11.14)
Apesar do amor de Cristo por Lázaro, sua morte acontece. O sofrimento e a morte
fazem parte da experiência humana, mas, nas mãos de Jesus, até essas
realidades podem ser redimidas.
II. A Resposta de Jesus à Dor da Família
1. Jesus Dá Propósito à Dor (Jo 11.4)
Ao receber a notícia da enfermidade de Lázaro, Jesus declara que aquilo não
resultaria em morte, mas serviria para a glória de Deus. Essa afirmação nos ensina
que Deus tem um propósito soberano em meio às nossas adversidades. Como
Paulo escreve:
“Quero que saibais, irmãos, que as coisas que me aconteceram contribuíram para
o progresso do evangelho.” (Fp 1.12)
O sofrimento, quando entregue a Cristo, pode servir para fortalecer nossa fé e
glorificar a Deus.
2. Jesus Oferece Esperança (Jo 11.25)
Mesmo diante da morte de Lázaro, Jesus reafirma Sua soberania e declara:
“Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.”
A ressurreição de Lázaro aponta para a maior esperança cristã: a vitória definitiva
sobre a morte na ressurreição em Cristo.
3. Jesus Ordena a Remoção de Obstáculos (Jo 11.39)
Antes do milagre, Jesus manda retirar a pedra do túmulo. Isso ilustra que,
enquanto Deus realiza o impossível, Ele nos chama a agir no possível.
Quais são as “pedras” que precisam ser removidas de nossas vidas para que
vejamos a glória de Deus?
4. Jesus Realiza o Impossível (Jo 11.43)
Ao chamar Lázaro para fora, Jesus demonstra Seu poder absoluto sobre a morte.
Esse ato prefigura Sua própria ressurreição e assegura aos crentes a promessa da
vida eterna.
5. Jesus Ordena a Libertação (Jo 11.44)
Lázaro sai do túmulo ainda envolto em faixas. Jesus ordena que ele seja desatado,
pois alguém ressuscitado não pode continuar preso às marcas da morte.
O que precisa ser “desenrolado” em nossa vida para experimentarmos a plenitude
da nova vida em Cristo?
Conclusão
Esse encontro de Jesus com uma família enlutada nos ensina que:
• O sofrimento pode ter um propósito divino;
• A esperança em Cristo transcende a morte;
• Deus nos chama a remover obstáculos à Sua obra;
• O poder de Deus não tem limites;
• A ressurreição em Cristo nos liberta para uma nova vida.
Assim como Jesus trouxe vida a Lázaro, Ele continua a transformar vidas hoje. Que
possamos confiar em Sua soberania e nos render à Sua vontade, certos de que Ele
é a ressurreição e a vida.
Série: Encontros com Jesus
Tema: O encontro da lei e do pecado com a graça de Jesus
Texto base: João 8.1-11
Introdução
Neste mês, estamos refletindo sobre os encontros transformadores de Jesus com
pessoas comuns. Em cada um desses encontros, sua presença gerou mudança,
ensinamento e redenção. Jesus se encontrou com Nicodemos e lhe mostrou a
necessidade do novo nascimento. Encontrou-se com Lázaro e lhe concedeu
ressurreição. Agora, diante de uma mulher prestes a ser condenada, Ele revela
sua graça redentora.
I. O QUE AS PESSOAS FAZEM DE MADRUGADA?
1. Jesus ensinava as pessoas (Jo 8.2).
o Jesus inicia seu dia em comunhão com o Pai no monte (Jo 8.1) e
depois se dedica ao ensino (Jo 8.2). Seu tempo era utilizado para
edificar vidas.
o Como temos começado nossos dias? Reservamos tempo para
oração e meditação na Palavra? Como administramos nosso tempo
para glorificar a Deus?
2. Os fariseus acusavam uma mulher (Jo 8.3).
o Os fariseus eram zelosos pela Lei, mas, ao acusarem a mulher,
demonstraram hipocrisia ao ignorar que a Lei exigia a punição
também do homem envolvido (Lv 20.10).
o Quando nos aproximamos de Jesus, o fazemos para adorá-lo ou
para criticar os outros?
3. A mulher foi flagrada em adultério (Jo 8.3b).
o A mulher representa a humanidade pecadora, que desde cedo se
afasta da vontade do Criador.
o Como estamos utilizando o tempo e as oportunidades que Deus nos
concede? Para pecar ou para glorificá-lo?
TRANSIÇÃO
Nos primeiros versículos do texto, vê-se o encontro de três grandes forças: a Lei,
representada pelos fariseus (que revela o pecado, mas não pode conceder vitória
sobre ele – Rm 3—7); o pecado, representado pela mulher (cujo salário é a morte –
Rm 6.23); e a graça, revelada em Jesus Cristo.
II. COMO JESUS REAGIU A ESSE ENCONTRO?
1. Diante da acusação, Jesus se inclinou (Jo 8.6b).
o A Lei exige satisfação da justiça de Deus, algo que só um Mediador
sem pecado poderia cumprir. Assim, o Verbo se fez carne e habitou
entre nós (Jo 1.14).
o Jesus se inclinou diante da maldade e do pecado humano,
demonstrando ser o único capaz de salvar.
2. Diante da acusação, Jesus se levantou (Jo 8.7).
o Para que a obra da redenção fosse completa, Jesus não apenas
viveu e ensinou, mas também se entregou na cruz. Ao se levantar, os
acusadores foram embora (Jo 8.9).
o “E cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que
nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz” (Cl 2.14).
o Jesus se ergue como Salvador e Redentor, único capaz de
transformar vidas.
3. Diante do pecador, Jesus estabelece relacionamento (Jo 8.10-11).
o Jesus, a sós com a mulher, faz duas perguntas e, em seguida,
declara: “Eu também não te condeno. Vai e não peques mais”.
o Nosso relacionamento com Jesus precisa ser sincero. Devemos
estar prontos para recebê-lo e obedecer sua voz.
Conclusão
Este encontro revela verdades profundas:
• Em Jesus, a Lei não é anulada, mas o pecador é capacitado a viver em
santidade.
• Os fariseus nos ensinam a ter cuidado com a hipocrisia e com o uso
equivocado da Lei.
• Se você hoje se sente condenado, lembre-se: Jesus estende suas mãos em
graça e perdão.